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Um Liverpool de muita intensidade

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Foto: globoesporte.com A partir de seu excelente trabalho no Borussia Dortmund, onde conquistou duas Bundesligas consecutivas, além de complicar diversas vezes a vida de gigantes como Bayern de Munique e Real Madrid, Jürgen Klopp galgou seu lugar entre os principais treinadores do mundo. Com um repertório de conceitos que servem de base para o futebol praticado atualmente, a expectativa em cima do trabalho do técnico alemão no Liverpool, com quem acertou em outubro de 2015, era alta. E, se já nos seus primeiros meses de trabalho Klopp levou os Reds  às finais da Copa da Liga Inglesa e da Liga Europa, a perspectiva para a temporada 2016-2017 é das melhores possíveis. De fato, o que o Liverpool de Klopp entrega até aqui é promissor. Com uma pré-temporada bem feita e, por consequência, atletas melhor adaptados às ideias do ex-técnico do Borussia, o resultado é uma equipe de muita intensidade, que sufoca o adversário na maior parte do tempo e cria espaços com bastante eficiência....

Barcelona 4 x 0 Manchester City - Marcação alta e o impacto de falhas individuais

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Foto: Reprodução/Twitter Oficial do Barcelona O início de trabalho no Manchester City tem proporcionado, já nos primeiros meses, duelos especiais para Pep Guardiola. Após o eletrizante confronto contra o velho conhecido José Mourinho , ontem foi a vez de Pep reencontrar o Barcelona, onde o técnico espanhol não só ganhou todos os títulos possíveis como contribuiu para mudar a forma de o futebol ser pensado. E, naquele que era um dos jogos mais aguardados da primeira metade da temporada 2016/2017, os acontecimentos provaram, mais uma vez, que em jogos de alto nível as falhas individuais fazem enorme diferença. Os primeiros 17 minutos de partida proporcionaram uma verdadeira aula de marcação alta. Tanto Luis Enrique quanto Guardiola apostaram na pressão intensa na saída de bola adversária, gerando grandes dificuldades ao rival. Quem sofreu mais foi o Barcelona, que, mesmo jogando pelo chão e utilizando o auxílio do goleiro Ter Stegen, não conseguiu fazer a bola sair com qualidade da...

Cada vez mais padronizado e consistente

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Seleção Brasileira e altas expectativas sempre andarão lado a lado. Portanto, após as vitórias diante de Equador e Colômbia, Tite sabia que a euforia e a pressão por um bom jogo diante da Bolívia seriam inevitáveis. E foi justamente essa noção do treinador, sem se submeter à ela, a chave para que o Brasil não somente superasse os bolivianos com autoridade como apresentasse um futebol extremamente consistente e padronizado. Se por um lado é importante constatar a fragilidade da Bolívia, cuja marcação individual gerou generosos espaços para uma equipe veloz como a brasileira, por outro é necessário lembrar dos eminentes desfalques que o Brasil teve para essa partida - Casemiro e Marcelo em especial. A excelente atuação canarinha serviu tanto para mostrar que Tite tem um grande leque de bons jogadores à disposição quanto para comprovar que a Seleção já está, mesmo em um estágio inicial de trabalho do treinador, com um padrão bem definido: os atletas que entraram na equipe se senti...

"Gegenpressing" - Um dos principais conceitos do futebol moderno

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Créditos: Sky Sports O futebol pode ser dividido em quatro fases: ofensiva, defensiva, transição ofensiva e transição defensiva. Esse entendimento elementar é importante para entender o "gegenpressing", um dos conceitos mais inovadores dos últimos tempos, e fundamental para quem deseja propor o jogo no futebol moderno. As quatro fases do futebol (em sentido horário): posse de bola (ofensiva), transição defensiva, posse de bola adversária (defensiva) e transição ofensiva. Créditos: Rene Maric - The Tactical Room "Gegen", em alemão, significa "contra". Portanto, "gegenpressing" seria, em português, algo como "contrapressão". Assim sendo, o conceito consiste em, logo após perder a bola, pressionar o adversário exaustivamente para recuperá-la ainda no campo de ataque. É uma forma de não somente impedir o contra-ataque, mas também pegar o oponente desorganizado, à medida que vários jogadores deste estão em fase de transição ofensiv...

Onde está o "camisa 10"?

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No futebol atual, um dos grande males da opinião pública é continuar se baseando em teses ultrapassadas para tentar entender ou explicar o jogo. Talvez a principal - e mais preocupante - delas seja em relação ao “camisa 10”, aquele que, teoricamente, é o armador da equipe, o cara que pensa o jogo, o jogador que “pifa” o companheiro, etc. Primeiramente, é preciso entender que o futebol passou por grandes transformações nos últimos anos. Novos métodos de treinamento, marcação por zona, linhas próximas, tudo isso alterou a forma do jogo ser pensado e, por consequência, fez com a que a distribuição e as funções dos jogadores em campo mudassem. No futebol moderno não existem mais posições fixas. Os 11 jogadores fazem parte de um organismo vivo, que trabalha em conjunto tanto no momento de defender quanto no de atacar. Isso faz com que o atacante marque, o volante chegue na área para finalizar e o zagueiro construa a jogada, pouco importando o rótulo posicional que lhe é atribuído...

United 1 x 2 City - Ação e reação

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José Mourinho e Pep Guardiola são os grandes técnicos do século XXI. Inovadores a seus próprios modos, os dois revolucionaram o futebol ao incorporar novos métodos de treinamento e novas maneiras de pensar o jogo. Como se não fosse o bastante, ambos nutriram uma grande rivalidade, oriunda dos tempos de Real Madrid e Barcelona. Isso tudo, naturalmente, fez com que o reencontro dos dois, agora no derby de Manchester, fosse o grande acontecimento deste início da temporada 2016/2017 do futebol europeu. E, é claro, o primeiro encontro entre o United de Mourinho e o City de Guardiola não decepcionou. Com dois modelos de jogo bem definidos, o confronto passou muito pela adaptabilidade das duas equipes às situações que se apresentaram em Old Trafford. Se Mourinho falou antes do jogo que gostaria que os laterais do City jogassem por dentro, Guardiola utilizou Sagna e Kolarov de maneira mais usual, dando amplitude e os fazendo trabalhar junto aos pontas. No intervalo, após um completo do...

Um resgate baseado no merecimento

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Foto: AFP Merecimento. Em quase toda coletiva de imprensa que concede, Tite bate nessa tecla. “Merecer vencer” é uma espécie de mantra para o treinador, e sua trajetória demonstra isso. Desde seu início humilde no Rio Grande do Sul, ele entendeu que o trabalho incansável seria o único meio que lhe daria condições de não apenas chegar aonde queria, mas merecer chegar aonde queria. Com dois anos de atraso, a CBF finalmente colocou o melhor treinador do futebol brasileiro no lugar em que ele merece estar. A consequência da decisão tardia foi um pepino daqueles para Tite: 6º lugar nas Eliminatórias e duas pedreiras logo no início de trabalho. Contudo, quando há dedicação, estudo e humildade, o merecimento faz com que tarefas difíceis sejam plenamente realizadas. Como há muito não víamos, o Brasil foi, em Quito e em Manaus, extremamente organizado e competitivo. Tite conseguiu inserir um padrão de jogo na seleção, e o pouco tempo de trabalho leva a crer que ainda haverá grande cresci...